quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Ser ou não ser?!


Qual a contribuição do artista em nossa sociedade? Ele está para nos divertir? Sem um momento de reflexão sobre este tema seria fácil responder a estas perguntas. Mas se formos nos colocar não só como platéia que somos, mas como atentos observadores, descobriremos que o papel do artista está bem além de proporcionar risos, lágrimas ou descontração. O artista busca conhecer, estudar, praticar e tenta cada vez mais se aproximar da perfeição em sua arte para também nos fazer conhecer mais sobre nós mesmos e sobre mais uma porção de coisas úteis para nossa evolução como seres humanos. Ele é como uma vara que nos cutuca, nos desafiando, incomodando, nos chamando a atenção para uma visão mais aberta, uma sabedoria que só a notamos quando nos deixamos seguir aquele condutor que é o artista.

Para termos acesso a estes artistas ou seus produtos é necessário procurá-los em programas de tv, emissoras de rádio, lojas, vídeo locadoras e raramente iremos encontrar algo, pois eles não estão na mídia de massa formada por uma demanda de “artistas” que estão mais preocupados com a lucratividade do bom negócio. Vamos tomar como exemplo os grupos musicais. A cada santo dia, para lamento de nossos ouvidos, bandas e mais bandas de um forró de plástico surgem e lançam suas produções através de CD’s piratas com um conteúdo (eu falei conteúdo?) que incentiva à degradação uma forma generalizada e sem nenhum respeito, expondo a figura do homem e da mulher de uma forma vulgar. Mas o que são estas pessoas, se até a um instante falávamos de verdadeiros artistas e suas influências para nos tornar pessoas melhores?

O artista pode ser um músico, mas nem todo músico é um artista. Sabemos que diversos destes que integram estes grupos são bons músicos e que precisam trabalhar em seu ofício, mas é preciso diferenciar uma coisa da outra. Não basta o ator dominar todas as técnicas quando ele as usa num trabalho sem alguma qualidade. Cabe a massa e só mente a ela mudar o rumo deste rio, para enfim podermos sentir de sua margem toda a magia e rica sabedoria que a arte, em sua mais profunda essência, pode proporcionar.

DIVERSIDADE CULTURAL


Ao observarmos diferentes grupos étnicos convivendo em uma só região percebemos uma diversidade de costumes e comportamentos. Estas diferenças se dão pelo fato de que são povos com culturas distintas. A interação e a harmonia entre estas “tribos” dão origem a uma relação de mútuo aprendizado e aperfeiçoamento.

Fomentar esta fonte de dinamismo tem sido um dos papéis do Centro Cultural Banco do Nordeste – Sousa, através da formação de platéia e do social incentivo ao fazer cultural. Esta “Universidade” ou “Templo” como alguns o chamam, possui equipamentos que, por intermédio do teatro, da música, da literatura, das artes plásticas, do cinema, de debates e uma infinidade de outras atividades, vem, desde sua inauguração em Junho deste ano, promovendo o envolvimento de grupos populares, artistas e espectadores, expandindo o conceito de cultura.

Em nossas sociedades cada vez mais diversificadas, resulta indispensável garantir uma interação harmoniosa e uma vontade de conviver de pessoas e grupos com identidades culturais a um tempo plurais, variadas e dinâmicas. As políticas que favorecem a inclusão e a participação de todos os cidadãos garantem a coesão social, a vitalidade da sociedade civil e a paz. Definido desta maneira, o pluralismo cultural constitui a resposta política ao fato da diversidade cultural".

Assim diz o artigo segundo da Declaração Mundial da Diversidade Cultural. Para podermos viver num mundo pacífico é preciso antes concebê-lo. Para que isso seja possível, devemos respeitar as diferenças e sermos, também, agentes transformadores de um universo onde todos se unam e se misturem e que a diversidade deixe de ser uma cerca que separa terrenos para ser uma ponte entre o incompreendido e a busca pelo entendimento.